Hélio Oiticia

Rio de Janeiro, RJ, 1937 – 1980

 

Um dos artistas de maior destaque na história da arte brasileira, Hélio Oiticica surgiu na década de 1960 e 1970 com inovações na arte e na crítica que, até hoje, ainda são consideradas atuais e inspiram centenas de artistas no Brasil e no mundo. Em carta para Lygia Clark, que também fazia experiências inovadoras, disse: "Hoje sou marginal ao marginal, marginal mesmo: à margem de tudo, o que me dá surpreendente liberdade de ação".

 

Era a liberdade de ação que Hélio Oiticica pregava, que pressupunham uma ativa participação do público nas suas obras e não simplesmente a contemplação dos trabalhos de forma passiva. Seus Penetráveis, do começo da década de 1960, ativavam visão, olfato, tato, audição e paladar. Os Parangolés, do final da mesma década, aproximavam-se da cultura popular e do carnaval: tratam-se de tendas, estandartes e bandeiras de vestir usadas em performances com dança, poesia e música, pressupondo uma manifestação cultural coletiva. Os Parangolés continuam sendo performados até hoje e são referência nas performances atuais.

 

Outro trabalho marcante da sua obra são as Cosmococas, que misturam as experiências do público em coletividade com a sua crítica à sociedade do espetáculo. Filmes não-narrativos, feitos com cineastas como Neville d'Almeida e Thomas Valentin são projetados em ambientes criados pelo artista, repletos de Penetráveis. Uma versão desta obra está em um pavilhão do Instituto Inhotim, totalmente dedicado a Hélio Oiticica.

Metaesquema
Guache sobre cartão
48,5 x 42,0 cm, 1956

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